Faculdade Rudolf Steiner

Sobre o grupo

“Enquanto me penso brasileiro e você pode ter a certeza que nunca me penso paulista, graças a Deus tenho bastante largueza dentro de mim pra toda esta costa e sertão da gente, quando me penso brasileiro e trabalho e amo que nem brasileiro…”

Com as palavras de Mario de Andrade à Câmara Cascudo em uma de suas longas e calorosas cartas sobre o Brasil, o grupo de estudos “Brasilidades” propõe uma reflexão profunda sobre o que é a formação de identidade, a atribuição de sentido e significado para o povo brasileiro, bem como a importância da cultura popular nesse processo e no desenvolvimento de cada indivíduo.
Através de estudos e vivências, abordaremos diferentes manifestações populares que acontecem por todo país, sempre carregando a pergunta de qual o papel do educador frente às grandes tradições populares, qual a importância de vivenciar a cultura popular na sala de aula e como fazê-la da melhor maneira, sob a luz da pedagogia antroposófica.

“Tem momentos que eu tenho fome, mas positivamente fome física, fome estomacal de Brasil agora. Até que enfim sinto que é dele que me alimento!”
Mario de Andrade

Brasilidades para todos

A cada ano o ciclo se repete. De novo é Natal, com o calor chega o Carnaval, não demora já é Páscoa e é só “esfriá” que é tempo de “arraiá”! Cheio de mistérios e encantos, o ciclo do ano vem nos falar da atmosfera que nos circunda a cada momento. Atmosfera essa que nos toca, nos permeia, nos incita a diversas experiências com o outro e consigo mesmo. Aproximar-se desse ciclo é aproximar-se de profundas reflexões e revelações. Propomos aqui encontros abertos para educadores em geral sobre o preparo das épocas e festas do ano.

Encontro de Páscoa – gratuito, inscrição obrigatória

Celebrar morte e renascimento com as crianças não é tão fácil. Quais imagens podemos usar? O que acontece no ciclo do ano e que ponto representa a Páscoa nesse grande ciclo?
Data: 14/03/19, quinta-feira
Horário: 20h 
Local: Escola Livre Areté

Encontro de São João – gratuito, inscrição obrigatória

É tempo de acender fogueira, preparar o arroz doce, a canjica, a paçoca e estourar pipoca! Que Santo é esse que nos proporciona tanto calor no coração? O que está por detrás dessa grande festa? Como se festeja São João? Traga suas reflexões para nosso grande arraiá de ideias!

Data: 6/06/19, quinta-feira
Horário: 20h
Local: FRS

Brasilidades para Professores Waldorf

Gratuito, inscrição obrigatória.

Ano de centenário da Pedagogia Waldorf no mundo, sendo 63 anos de pedagogia Waldorf no Brasil, é com alegria e responsabilidade que nós, professores Waldorf, nos perguntamos: Como fomos até agora? Como serão os próximos 100 anos?

Em busca de uma roupagem própria, para um país tropical, olhando para todos os desafios de um povo mestiço e emergente, a contemporaneidade exige dos professores Waldorf um olhar especial para seu povo, sua cultura, seu ambiente, suas origens e raízes. Sempre apoiados na antroposofia, esse grupo de estudos visa dedicar-se, exclusivamente com professores já vinculados a Pedagogia Waldorf, temas que dizem respeito a “Cultura Popular e Pedagogia Waldorf”.

Nossa sugestão é um estudo da seguinte apostila:
“A Vivência do decurso do ano em 4 Imaginações Cósmicas” – GA 229
Porém, sugestões de outros estudos serão muito bem vindos.

Primeiro encontro norteador, para definições de grupo e datas dos próximos encontros:
Data: 22/03/19, sexta-feira
Horário: 15h30
Local: FRS

Como participar

Encontros gratuitos, inscrição obrigatória.
Preencha o Formulário de inscrição.

Coordenação

Glauce Kalisch e Luciana Sapia

Artigo

Cantos de Trabalho, de Glauce Kalisch

Histórico

O grupo de estudos “Brasilidades” vem desde 2016 proporcionando atividades e reflexões sobre os mais diversos temas dentro da cultura popular brasileira e a educação, sob o viés da Pedagogia Waldorf. Trilhamos desde então:

2016

Cantos de Trabalho – Com Renata Mattar

“Lavar e varrer cantando e marcando o ritmo ao som dos utensílios domésticos é muitas vezes mais do que trabalho, é profissão de fé.”
(Projeto Sonora Brasil, SESC)

O que veio primeiro na história do ser humano, a música ou o trabalho? Experimentando a relação que acontece entre os dois âmbitos, tivemos a oportunidade de trabalhar cantando e saber um pouco mais sobre algumas das diversas comunidades Brasil a fora onde os trabalhos manuais são conduzidos por riquíssimos cantos.
A musica que embala o trabalho, que marca seu ritmo, seu tempo, que é meio de expressão, de manifestação, de alívio para seus trabalhadores. Cantos de lavadeiras, destaladeiras de fumo, batedores de feijão, batas de milho, descasdeiras de mandioca, pescadores, e outros, foram entoados em nossos encontros que culminou em uma bela “paçocada” que fizemos. A pesquisadora e cantora Renata Mattar nos embalou com sua sanfona e depois de muita cantoria, abordamos o tema do ponto de vista pedagógico e sua aplicabilidade.

“Trabalho e música configuram-se como poderosos elementos de congraçamento, erigindo contextos sociais, reafirmando laços de amizade e de compartir e estreitando a cumplicidade entre os envolvidos.”
(Material produzido por Sesc – Sonora Brasil)

2017

A Festa do Divino Espírito Santo – Com as Caixeiras da Família Menezes

Desde o Carnaval, passando pela Quaresma e a Páscoa, culminamos no nosso grande tema do ano que foi a Festa do Divino Espírito Santo. Com riquíssimas vivências e profundas reflexões, abordamos os mistérios que envolvem a festa de Pentecostes, a “Festa do Futuro” que celebra “o que está por vir”, o que traz essencialmente uma forte relação com a natureza da criança. Festa nacionalmente vivida, foi sob o viés maranhense que trilhamos o nosso caminho. Embalada pelos tambores, pelas “caixas do Divino”, conduzidas ritualisticamente, como manda a tradição secular, as Caixeiras da Família Menezes nos presentearam com sua presença e nos mostraram a seriedade e profundidade que essa festa traduz.

2018

Brinquedos e brincadeiras do Brasil 

“Um homem somente brinca quando é humano… e só se torna plenamente humano quando brinca.” (Friedrich Schiller)

Como brincam as crianças de nosso Brasil? Qual a relação entre o trabalho, o fazer do adulto e o brincar da criança?

Foi através dessas perguntam que aconteceram nossos encontros, permeados de rodas de brincadeiras e reflexões, culminamos em uma bela farinhada feita com o grupo todo. 

Celebrando Micael e a Primavera, uma abordagem a partir da cultura popular brasileira